Como aprender a dizer “não” às crianças

 

A frustração faz parte da vida, não há como negar! Em algum momento, todos já passaram ou ainda vão passar por isso. Com as crianças, funciona da mesma forma. Desde que o indivíduo nasce, é preciso se acostumar com as condições do mundo que o cerca. Ter a consciência de como aprender a dizer “não” às crianças, por exemplo, pode ser uma boa maneira de educa-las para a vida.

Fazer todas as vontades do pequeno e evitar o “não” para poupá-lo da frustração, achando que isso garantirá sua felicidade plena, é engano. É parte da função dos pais ensinar que é necessário esperar e persistir. Se os responsáveis não dão limite enquanto a personalidade da criança ainda está no processo de formação, ela pode se tornar alguém que não sabe lidar com as adversidades que surgirão em seu caminho.  

No fim das contas, ajudar seu filho a desenvolver a paciência, flexibilidade, perseverança e empatia será um ganho e tanto. Saiba como aprender a dizer “não” e guiar corretamente:

Saber dizer “não” é importante?

Dar limites é essencial para a formação de uma criança. Quando o bebê tem 1 ano, ele já é capaz de entender o significado da palavra “não”. Aos 2 anos, sua percepção assimila que o “não” pode ter consequências, como castigo.

Muitos pais, ao tentarem suprir desejos e vontades de seus filhos, desenvolvem paraísos artificiais, nos quais o “não” é quase inexistente. O problema é que os demais grupos sociais com que ele conviverá não levarão isso em conta.

O “não” deve ser dito sempre que for preciso. As situações necessárias devem ser definidas pelos responsáveis, levando em conta que tipo de adulto querem que o seu pequeno se torne. Dessa forma, será possível corrigi-lo sem sentir culpa.

Entretanto, nem só de negativas vive o processo de educar um filho. O elogio, sem excesso, também é importante e construtivo. Vale ressaltar o que criança fez e o que condiz com o que se espera dela. Principalmente os pequenos atos, como lavar as mãos sozinhos, sem que alguém tenha pedido. É fundamental reconhecer verbalmente para valorizá-la.  

Como não exagerar no “não”?

Cada pai e mãe tem em mente o que julga ser prioridade no processo de criação dos seus filhos. Quando o assunto não é tão relevante, os pais podem optar por deixar o “não” de lado. Isso poupa energia para as negativas mais importantes e deixa a criança livre para explorar o mundo, sem tantas inibições.

Uma boa prática é observar a relação com seu filho. Se não houver pontos agradáveis no dia a dia, vale à pena repensar a frequência do “não”.

Caso sinta-se culpado(a) ao impor limites, a dica é: relaxe. Tenha em mente que, com essa atitude, a criança saberá que há alguém que cuida dela e que toma as melhores decisões pelo seu bem-estar.

Não é legal ter que dizer “não”. Porém, é essencial falar firme, olhando nos olhos, sem gritar e ser autoritário - o que pode assustar ou gerar raiva na criança. Para que ela se atente ao que é dito, deve estar calma. Antes de punir, reflita se a consequência imposta é possível de ser cumprida.

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