Cultura Maker: o que é e como ela ajuda seu filho?

Você já ouviu falar da cultura maker? Considerada uma extensão da filosofia “faça você mesmo”, ela defende que toda pessoa pode construir, consertar, modificar ou mesmo criar seus próprios objetos, projetos e equipamentos. 

A proposta é incentivar que cada um coloque a mão na massa, ou seja, que transforme suas ideias em realidade.

Esse movimento começou a ganhar forma em 1960 com a cultura punk, que prezava pela independência e ausência de regras. Porém, o termo cultura maker surgiu oficialmente com a revolução digital, em meados dos anos 2000.

A partir desse momento, as pessoas começaram a ter maior facilidade de acesso a recursos tecnológicos, ao mesmo tempo em que surgiram portais como o YouTube, que disponibilizam tutoriais sobre diversos assuntos.

Mas afinal, como funciona a cultura maker e como ela pode ser incorporada dentro da sala de aula? É o que você vai saber a seguir, boa leitura!

Qual a importância da cultura maker?

Um dos impactos mais significativos do movimento é a democratização do conhecimento. Durante muito tempo, ele ficava restrito às indústrias e aos especialistas, gerando uma plena dependência deles.

Com o avanço da tecnologia, a informação virou propriedade de todos, abrindo a oportunidade das pessoas aprenderem coisas novas e descobrirem habilidades que nem sabia que existiam.

Isso, inclusive, virou o jogo no mundo dos negócios. Afinal, qualquer pessoa pode costurar sua própria roupa, por exemplo, ou criar um aplicativo para uso próprio ou para comercializar.

A cultura maker é uma forma de exercitar a criatividade e de você mesmo solucionar os problemas que surgem no dia a dia.

O papel da cultura maker nas escolas

O movimento “faça você mesmo” é visto como um grande aliado do aprendizado, pois torna o ambiente escolar um espaço de:

  • Novas experimentações;

  • Desenvolvimento intelectual;

  • Prática do conhecimentos.

Na cultura maker, o aluno é o grande protagonista e o professor se torna um tutor. Ele tem o papel de desenvolver atividades desafiadoras e estimulantes para que o aluno aprenda a solucionar os problemas sozinho.

Com isso, a escola se torna um local colaborativo, em que existe integração entre professores e alunos no processo de ensino e aprendizagem.

A cultura maker, ainda, faz com que a sala de aula deixe de ser somente um espaço de reprodução de conhecimento. Como as informações podem ser facilmente acessadas após uma rápida pesquisa no Google, a escola passa a ter um novo papel. Ela deve:

  • Valorizar a prática;

  • Incentivar o pensamento crítico;

  • Desenvolver atividades que vão além das exigências curriculares, mas aproximem os alunos da vida real.

Vantagens de adotar o movimento nas escolas

A cultura maker oferece dois principais benefícios para o processo de aprendizado.

O primeiro deles é o fato de estimular o abandono de práticas retrógradas - que muitas vezes desanimam os alunos. Principalmente nas séries iniciais, as aulas precisam ser interessantes para que eles se sintam motivados a buscar novos conhecimentos.

O segundo benefício pode ser notado principalmente no Ensino Médio. Isso porque a cultura maker oferece a oportunidade de despertar nos alunos habilidades, atitudes e interesses que podem ser muito úteis no mercado de trabalho. É possível desenvolver, por exemplo:

  • Perfis de liderança;

  • Proatividade;

  • Trabalho em equipe;

  • Técnicas para lidar com tecnologia;

  • Criatividade.

Implantar a cultura maker nas escolas requer a adaptação de todos. Portanto, o processo deve ser lento, porém gradual. O importante é ter em mente que ela pode fazer a diferença no perfil dos estudantes que, em seguida, terão que enfrentar os desafios no mundo!