O lúdico na aprendizagem: é possível aprender brincando?

 

Brincar faz parte da infância. Além de ser divertido, o lúdico na aprendizagem pode ajudar tanto no campo cognitivo, quanto no psicológico, social e afetivo. Isso proporciona alegria e satisfação. Brincando, a criança socializa melhor, exercita a imaginação e, através disso, pode externalizar suas angústias e dificuldades que não consegue expressar por palavras.   

Como é possível aprender brincando?

A maneira como a criança brinca reflete seu modo de agir. O lúdico na aprendizagem é capaz de desenvolver habilidades importantes, como atenção, imitação, memória e até imaginação. O cérebro humano se desenvolve por estímulos recebidos nos primeiros sete anos de vida. Por isso, é necessário incentivar todos os aspectos: cognitivo, motor e afetivo.

A grande exposição tecnológica e imagética atual hiperestimula a área cognitiva, mas a criança não desenvolve a parte motora e afetiva. Por esse motivo, é indispensável que haja diversidade nas experiências proporcionadas.

O desenvolvimento dos pequenos deve acontecer em equilíbrio, levando em consideração o indivíduo como um todo. Quando este acontece apenas em uma área, as demais ficarão deficitárias, causando a falta de equilíbrio.

Através de brincadeiras, a criança tem apoio para superar dificuldades de aprendizado. Dessa forma, aprender brincando melhora não só o rendimento escolar, mas o ganho no conhecimento, na comunicação e também no modo psicoemocional.

Como as escolas participam do processo lúdico na aprendizagem?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que definirá o que as escolas devem ensinar em cada série. O mais importante é que ele dita como “eixo estruturante” para as aulas na educação infantil o ato de brincar e suas interações.

Com os pais trabalhando em período integral, as crianças passam a maior parte do tempo em maternais e escolas. Assim, é importante que as instituições tenham um projeto pedagógico que leve a brincadeira como parte do aprendizado. As escolas que seguem esse modelo buscam fomentar a criatividade, explorar o mundo e se relacionar com o outro.

Além disso, atividades ao ar livre, como brincadeiras no parque, também são importantes. Uma vez que brincar na rua, com vizinhos e amigos, é praticamente inexistente nos dias de hoje. As escolas devem estimular esse tipo de exercício e preencher tal lacuna, visando o bom desenvolvimento dos alunos.

Apesar de ser um consenso entre os especialistas a importância das brincadeiras na educação, os pais ainda pensam diferente. Segundo uma pesquisa encomendada pela OMO, 51% dos pais consideram trabalhos escolares mais importantes do que brincadeiras. O levantamento foi feito com 12 mil pessoas em dez países, entre 2016 e 2017.

As instituições de ensino com propostas tradicionais também precisam se adequar  ao lúdico na aprendizagem para a rotina dos alunos. A BNCC afirma que a alfabetização se inicia na educação infantil, sendo que até 5 anos e 11 meses, os alunos devem ser capazes de fazer “registros de palavras e textos, por meio da escrita espontânea”.

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